Nas décadas de oitenta e noventa, mas aindo hoje, algumas cidades alemãs projetaram complexos industriais ou de eventos em áreas onde haviam antigos e ultrapassados aeroportos. O empreendimento mais conhecido é onde hoje funciona a Messe München, ou a Feira de Munique na Baviera. Um antigo aeroporto foi transfomado num grande complexo de exposições, convenções, prestação de serviços, hotelaria de negócios e um complexo para empresas de desenvolvimento tecnológico.

MESSE MUNICH (área onde havia um aeródromo)
Inspirado nesta lembrança e nas recentes polêmicas que envolvem o aeroporto de Joinville, faço então uma provocação dentro da atual lógica presente nesta importante cidade do Nordeste de Santa Catarina, onde de alguns anos para cá reina o espírito superlativo-megalomaníaco, cuja proposta seria transformar o atual aeródromo num parque tecnológico, local onde poderia, sem muitos investimentos em aterros e infra-estrutura, ser implantado o desejado campus da UFSC, talvez também o da PUC ou ainda outros que aqui vierem a se instalar. Ali poderíamos sonhar com outras grandes obras como um complexo esportivo, uma arena (de verdade), um centro e convenções (de verdade), uma área para encubar empresas de desenvolvimento tecnológico, um moderno hospital universitário, áreas de hospedagem para estudantes e visitantes, etc., etc., etc..
Certamente deste empreendimento teríamos melhores dividendos econômicos e sociais além de transformar aquela nobre e mal aproveitada região num grande centro de inteligência acoplada ao distrito industrial, grande centro produtor, consumidor e promotor de desenvolvimento tecnológico. Como parte da recompensa não haveria a necessidade de derrubar 130 mil metros quadrados de mata nativa além de uma expressiva contribuição para reduzir o "Custo Brasil", eliminando o desperdício de recursos para manter um aeroporto que não funciona, está mal localizado dentre outros problemas.
Poderíamos em contrapartida pensar num eficiente sistema de transporte até o aeroporto de Curitiba ou mesmo Navegantes, bastando para isto perder um pouco da empáfia e do bairrismo de querer ter um aeroporto próprio quando ele se mostra desnecessário, resultado da sua inegável inoperância e falta de confiabilidade.
Hoje, as grandes e modernas metrópoles do mundo têm seus aeroportos às margens da cidade, noutros municípios, distantes cerca de trinta minutos ou uma hora, nos horários de pico. É o tempo que levamos ao aeroporto de São José dos Pinhais ou de Navegantes, quase o mesmo tempo que levam os curitibanos e blumenauenses para chegar aos mesmos aeroportos. Em contrapartida teríamos algo em que nos orgulhar, um pólo tecnológico de primeiro mundo.
Pelo sim ou pelo não, nada custa incentivar nossas mentes brihantes a conjecturar sobre esta idéia que alguns terão por piada, outros como provocação e poucos como uma conveniente possibilidade. Eis então alguns rabiscos.

AEROPORTO JOINVILLE

PROPOSTA DE OCUPAÇÃO

PARQUE TECNOLÓGICO - AEROPARK (nome de sugestão)

imaginando a proposta…