VIVER URBANAMENTE

Sérgio Gollnick - Arquiteto e Urbanista - textos, fotos, comentários e informações sobre arquitetura, urbanismo, viver nas cidades, aspectos que contribuem para melhorar a percepção sobre a urbanidade.

23

de

dezembro

FRASE DO DIA

Nestes tempos em que só ouvimos falar de crise, sempre é bom lembrar que temos a capacidade de superação pela nossa criatividade, capacidade de renovar e, esperamos, pela consciência de que não estamos sózinhos no Terra e, porvávelmente no universo.

 

"Pratique a esperança. À media que a esperança  se torna um hábito, você consegue alcançar um  espírito permanentemente feliz."
 

(Norman Vincent Peale)
 

23

de

dezembro

O ÚLTIMO DISCURSO

clique no título para ver o texto completo)

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio… negros… brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem… um apelo à fraternidade universal… à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora… milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas… vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia… da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais… que vos desprezam… que vos escravizam… que arregimentam as vossas vidas… que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos!

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela… de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo… um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

 Chaplin - O Grande Ditador (filme)

Charles Chaplin - O Ditador (filme)

22

de

dezembro

FELIZ NATAL A TODOS

21

de

dezembro

NATAL EM NUREMBERG

Fazer compras na Haupth-markt neste período de festas é algo indescritível. Centenas de barracas vendem  enfeites natalinos, brinquedos artesanais, roupas típicas, stolens, chocolates e outros tantos produtos locais que enchem os olhos.

 

Ter a oportunidade de participar da ceia no Hotel Maritim no dia 24 é algo que não pode ser expresso em  palavras seja pelo esmero, pela gastronomia, pelas impecáveis mesas enfeitadas ou pelo reluzente pinheiro como se tivesse saído de um conto de fadas.

 

O ápice é o culto ou missa de Natal na Sebalduskirche onde, com apenas as luzes das velas carregadas por cada um dos fiéis, a cerimônio de celebração se faz ao som dos corais de crianças e dos cãnticos gregorianos cantando Stille Nacht, fröhliche Nacht.

21

de

dezembro

PARIS

Nesta época do ano um dos lugares do mundo qua mais me fascinam é Paris. Multicultural, multiracial, multifacetada reúne adjetivos e sinônimos multiplus, mas nada se compara ao seu sempre presente romatismo e a sua inigualável beleza ao serem ascesas as luzes da Champs Elysée nas festas de Natal.

 

 

 

 

19

de

dezembro

A JATO

Ao ler as notícias alvissareiras no AN.Portal do Jefferson Saavedra sobre o novo Shopping que será edificado em Joinville, cuja informação dá conta de que as obras já começaram, me passou uma curiosidade intrigante. A lei que alterou o zoneamento na área do shopping a ser construído la para as bandas  da UNIVILLE/UDESC, e unicamente para este propósito, contrariando inclusive a Constituição Federal quanto preconiza que as leis devem garantir ao "desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade", que foi apreciada rapidamente pelos nossos laboriosos edis e, ainda mais rapidamente homologada pelo nosso tenaz prefeito, a menos de 30 dias atrás, leva algo de peculiar.

 

Então vejamos. Num regime normal de tramitação na Prefeitura de Joinville (IPPUJ, FUNDEMA , Águas de Joinville, Celesc e Seinfra), um projeto passa inicialmente pela consulta prévia que tem 7 dias úteis para resposta, ou seja, dificilmente ela seria emitida em período inferior a 10 dias. Depois da consulta o empreendedor requerente deveria fazer o seu projeto legal, para adequa-las às condicionantes legais definidas pela Consulta Amarela. 

Como na região não era possível construir um shopping, a consulta amarela original perdeu efeito. Dever-se-á fazer nova consulta a luz a nova lesgislação. Para um shopping com este tamanho, um bom e eficiente escritório levaria algo como 90 dias para deixá-lo pronto, já considerando os projetos elétricos, prevenção e combate a incêndios, adequações a legislação ambiental, projetos de água e esgoto, etc. Mas vamos então admitir que o empreendedor é muito eficiente e isto tudo esteja pronto em 10 dias depois da consulta amarela.

Beleza!

Então se dá a entrada na Fundema para obter a licença ambiental, já que a Prefeitura não pode aprovar nenhum projeto sem antes ter o licenciamento ambiental.  Na FUNDEMA, com alguma ajuja o projeto pode tramitar e sair com a a licença prévia em 30 dias.

 

A partir de então inicia a análise do projeto na Seinfra, que depende de uma avaliação do IPPUJ sobre a questão de vagas de estacionamentos, acessos, ou a tal da mobilidade urbana no qual o IPPUJ é especialista. A área de macro-drenagem, que sempre é muito criteriosa, também tem seu tempo de análise e, somando-se os tempos dos dois últimos, podemos considerar mais uns 15 dias. Por fim, a Seinfra analisa o projeto arquitetônico e sua adequação à legsilação urbanística, que também leva mais uns 20 dias.  Se tudo estiver certinho, as minhas contas fecharam em 95 dias. Mas isto é, como poderíamos dizer, um sonho ou uma obra de ficção. Vamos então supor que um projeto na Prefeitura, para ser aprovado, leva algo entre 90 a 180 dias, dependendo do tipo de projeto e da boa vontade do pessoal, que anda meio de baixo astral nos últimos dias.

 

Sendo o shopping um projeto complexo, que requer uma análise mais profunda, pressupõe inclusive um EIV - Estudo de Impacto de Vizinhança e sua respectiva audiência pública exigida por lei (Estatuto da Cidade e Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável de Joinville). Fico a imaginar qual é ou foi a mágica que fez um empreendimento desta natureza e grandiosidade e, com certo grau de polêmica, afinal está sob a mira do MP, estar já com seu alvará liberado e suas obras iniciando. Eu diria que é um verdadeiro milagre de eficiência. O problema é que outros projetos entraram muito antes do shopping e ainda não tiveram o mesmo resultado que, em alguns casos, sequer se dá informação sobre qual data eles serão devolvidos com a análise, já sob a justificativa de encerramento de gestão.

 

Alguém diria que minha crítica não é pró-ativa, ou que é contra a cidade, mas gostaria de que aquele que assim pensa estivesse na pele de um cidadão comum ou de um profissional que aqui labuta para ter a experiência do calvário que é aprovar projetos muito, mas muito mais simples na Prefeitura de Joinville.

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17

de

dezembro

VERTICALIZAR

Nesta quarta-feira, no Jornal A Notícia o arquiteto Marcel Virmond Vieira lança um tema muito controverso e polêmico que trata da verticalização para as construções em Joinville. O assunto é muito interessante e, para arquitetos ou engenheiros talvez seja mais fácil tirar conclusões sobre o que é positivo ou negativo nesta questão, pois temos a habilidade de tridimencionalizar o ambiente. No entanto para o incauto, para o espectador comum, isto não se revela de tão fácil compreensão.

 

Por isto, dando margem ao tema, fiz algumas rápidas simulações que nos permitem ter idéia do que seria verticalizar a cidade na linha de raciocínio que o arquiteto Marcel levanta, ou seja, setores do ramo imobiliário estão pretendendo mudar a legislação a ponto de permitir prédios com 30 pavimentos em Joinville. Se levarmos em conta a forma e as negociatas que tem sido levado a cabo na Prefeitura e na Câmara de Veradores nos últimos tempos, a “vaca vai pro brejo”, e meus amigos do América, Atiradores e Anita podem preparar os bronzeadores artificais porque o sol deixará de ser tão presente nas manhãs e tardes joinvillenses.

imagem área central

imagem área central simulação

 

atiradores

atiradores 30 pavtos

 Como disse, estou apenas dando esta introdução para que o tema venha a ser mais debatido e, com o tempo, vou produzir algumas outras imagens que podem nos dar a noção do que está em jogo. Vamos ao debate!

14

de

dezembro

MINHA JOINVILLE - PARTE II - LUZES DO NATAL

Talvez alguns se lembrem de Joinville neste período que precedia as festas de final de ano, quando a Prefeitira preparava, lá na Praça da Bandeira,  um pinheiro enfeitado com luzes coloridas dando, especialmente às crianças, a possibilidade de sonhar e participar da magia e do espírito do Natal.  Era um marco para o início deste período e vinha acompanhado dos enfeites natalinos nas ruas centrais e das vitrines de nossas lojas.

 

As vitrines eram algo especial, de encher os olhos. Ao caminhar pelas ruas centrais era quase um delírio para as crainças onde a cada vitrine, quanto mais elaborada, maior o número de pessoas se acotovelando. Eram lojas da época como a Pieper, Prosdóscimo, A Insinuante, Casa Coelho, Ótica Boa Vista, Farmácia Catarinense e tantas outras lojas do varejo participavam de conscursos e presenteavam os joinvillenses com criativos e empolgantes arranjos, enfeites e seus produtos produtos. A HM e o Reino dos Brinquedos tinham atenção especial porque ali sempre havia algo de especial para as crianças.

 

Me parece que o comércio tinha uma relação mais amistosa e a sua  interatividade com a comunidade se colocava mais evidente nestas datas. As razões nem sempre era puramente mercantis, pois estas manifestações faziam parte de uma cultura local, enrraizada desde os nossos antepassados que cultuavam estas datas simbólicas de forma sempre muito especial.

 

(Curitiba sempre nos serve de exemplo)

 

Confesso que não percebo mais estes propósitos. Hoje, as luzes são performáticas e perderam um pouco do seu romantismo natalino. Ficaram, em algumas situações, exageradas e com pouca essência. Na verdae vejo nossas ruas gélidas,  sem graça, sem brilho, escuras a tal ponto que não se perceber aquele frisson dos outros tempos. É um tal de "cada um por si e o resto que se dane".  As luzes do Natal hoje estão simbolizadas por grandes contratos públicos ou,  as vezes, elas ficam a mercê de contigências financeiras,  acordos e convenções pré-natalinas, com pouquíssima participação comunitária. Para piorar, as ruas centrais  foram invadidas por grandes lojas de varejo que não se identificam com a cultura local e apenas nos presenteiam com portas e grades de ferro que, ao final do expediente, se fecham excluindo as luzes, as vitrines e a magia do Natal.

 

Talvez devéssemos repensar a forma como nos realcionarmos com a cidade. Um mutirão, uma ação coletiva, ou mesmo algumas regras poderiam  resgatar algumas das nossas tradições, tradicções que nos enchiam de orgulho e de cumplicidade.  Não penso isto como apenas como um desejo pessoal, já que tive a oportunidade de viver tempos mais glamurosos, mas desejo isto para os cidadãos de hoje, os mais jovens e, especialmente nossas crianças, para que  tenham a oportunidade de usufruir, não apena pelos hábitos do consumismo,  o que é este o tal Espirito de Natal.

 

 

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13

de

dezembro

PONTOS DE VISTA

É interessante como o ponto de vista pode fazer diferença. Algumas imagens da região de Joinville podem nos dar i´deias completamente diferentes. Se olharmos por um ângulo, estamos próximos do paraíso, já por outro, estamos perdendo o paraíso por um fio.

 

Baia da Babitonga - Canal do Linguado

 

Ilha de São Francsico do Sul, baia da babitonga e, ao fundo a área urbanizada de Joinville

Baia da Babitonga - Iate Clube

 

Vista do Morro da Tromba - Ao fundo Joinville e a Bía da babitonga

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13

de

dezembro

PARQUES - PARA NÃO ESQUECER

Há alguns meses atrás Joinville foi motivada por um importante grupo de comunicação para colher opiniões e  debater a necessidade de implantar  parques públicos e áreas de lazer em Joinville. Muitas propostas foram formuladas e muitas expectativas também foram geradas. Para que o assunto não morra na nossa frágil memória coletiva, faço esta lembrança.

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